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GADO PÉ-DURO

Quando criança ouvia falar muito na coalhada da cidade de Altos, e na carne de sol da cidade de Campo Maior, iguarias que cheguei a apreciar e reconhecer serem merecedoras da fama por serem realmente saborosas.

Lembro-me também dos vaqueiros das Fazendas, de meu avô, Mathias Olimpio de Melo, (São Francisco), de meu saudoso pai, João Mendes Olimpio de Melo (Coroa), e de meu tio, José Olimpio de Melo (Brava), quando ficávamos jogando conversa fora e eles comentando sobre os cabos de suas facas, que além de duradouros não soltavam os fiapos, porque o chifre, material do qual eles tinham sido feitos, eram de primeira categoria, Gado-Pé-Duro do Piauí.

Inesquecíveis também para mim, os berros dos marruás quando nos currais das Fazendas acima referidas, principalmente na época das ferras e das partilhas que aconteciam sempre nos meses de junho ou julho. Recordo-me também, de vários fazendeiros, conhecidos da minha família que mandavam filhos estudar em outros Estados que voltavam formandos e com os títulos de Doutores, às vezes Advogados, às vezes Engenheiros e até Médicos. Fazendeiros estes que possuíam na sua maioria em torno de no máximo 150 a 200 cabeças de gado.

Quando comemorei minhas quarenta primaveras, resolvi ser dono de gado e coloquei em prática as lembranças da infância.

Comprada a propriedade, coloquei o nome de PIPIRIPAU (nome do rio que cortava a Fazenda de meu pai no Estado de Goiás) e parti para a compra do gado.

Pensei na coalhada de Altos, carne do sol do Campo Maior, no cabo das facas dos Vaqueiros, nos berros dos marruás e nos fazendeiros que sustentava suas famílias e formavam seus filhos doutores, assim, não deu outra, comecei a criar o nosso gado, o Gado Pé-Duro do meu Piauí.

Estaria eu, não apenas vivenciando o passado, mas também ajudando a preservar uma raça de tantas histórias e tradições e que em breve só se teria acesso através dos bancos Genéticos do CENARGEN (Embrapa – DF), ou para visitas na Fazenda da Embrapa de São João do Piauí, administrada pelo heróico Dr. Herculano, outro apaixonado também pelo Gado Pé-Duro, mas com estudos científicos comprovadores de que esta raça não poderia ser extinta, não só pela sua história, mas também pelas excelentes qualidades das quais a raça é detentora para a criação no semi-árido e também nas pastagens naturais de nosso Piauí.

Comecei meu criatório de Gado-Pé-Duro com 10 vacas e 1 marruá que me foram presenteados pelo Dr. Filadelfo Freire de Castro, grande criador na região de Floriano e vizinhanças.

Depois, saí comprando fêmeas em vários municípios do nosso Piauí, atingindo algo em torno de 150 matrizes. Comprei então da Fazenda da Embrapa 6 marruás, sendo por mim mais estimado o de nome Maradona.

Assim, em 5 anos me tornei o criador particular com maior número de gado-pé-duro do Piauí, quiçá até do Brasil.

Sempre indagado pelos amigos e desconhecidos, porque não criar raças zebuínas em pastagens tão boas, ao invés de criar o Gado-Pé-Duro.

Respondi sempre, que criar outras raças seria como se ter uma indústria ou uma fábrica, e o Gado Pé-Duro seria uma produção artesanal, e que no meu caso era mais uma questão de satisfação pessoal.

Em parceria com a Embrapa, realizamos vários Dias de Campo sobre o Gado Pé-Duro, o que com certeza atraiu a atenção de muitos curiosos para a raça que se encontrava em fase de extinção.

Importante salientar, que, de grande valia, foi o significativo aumento de criadores da raça, principalmente criadores com profissões definidas, como médicos, engenheiros, advogados, empresários e tantos outros que hoje nos ajudam a preservar e valorizar o Gado Pé-Duro do Piauí.

GUILHERME MELO (Teresina, 28 de janeiro de 2007).

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